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Faesc: confirmam-se perspectivas de melhora para suinocultura em 2010



Mercado mundial será ampliado em mais 60.000 toneladas

Depois de muito tempo amargando pesados prejuízos, os suinocultores terão, em 2010, um ano de recuperação de renda e revitalização da atividade. A previsão é da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) com base no comportamento do consumo em 2009 e na abertura de novos mercados em 2010.
A grande notícia é que o mercado mundial será expandido em mais 60.000 toneladas de acordo com o vice-presidente Enori Barbieri. O Ministério da Agricultura e as entidades nacionais do agronegócio anunciaram na última semana três movimentos que afetarão e beneficiarão imediatamente a cadeia produtiva da suinocultura brasileira e que a Faesc já previa no início de dezembro: a Rússia (que enfrenta um surto da temível peste suína africana) ampliou a cota em 20.000 toneladas; o Vietnam anunciou a abertura de seu mercado para 20.000 toneladas de carne brasileira e, da mesma forma, Filipinas comprará 20.000 toneladas em 2010.
O principal sintoma de melhora do mercado – os preços internacionais reagiram e subiram entre 10% e 15% - foi confirmado pelo Ministério da Agricultura. O mercado mundial viverá dias de mais tranqüilidade porque os países que mais sofreram com a crise econômica internacional estarão superando essas dificuldades e retomando os níveis normais de consumo. Além disso, o Brasil manterá expectativa de entrar nos mercados da China e EUA no próximo ano.
“Não se trata de puro otimismo. Em 2010 teremos nova demanda internacional e um ajuste interno, o que se refletirá nos preços internos”, enfatiza o vice-presidente.
Na avaliação de 2009, a Faesc concluiu que, em volume, a exportações foram surpreendentes: cresceram de 539.000 (2008) para 600.000 toneladas (2009). As divisas obtidas com as vendas no exterior, entretanto, caíram 35% em razão da queda de preços no mercado internacional e 30% em razão da política cambial. “As indústrias e os criadores pagaram para exportar e muitos produtores tiveram, infelizmente, que abandonar a suinocultura”, expõe Barbieri.
Outra boa surpresa é que o consumo interno médio per capita se manteve em 14 kg/hab/ano, apesar de uma previsão de queda. Poderia ter aumentado se não houvesse acentuada oferta das demais carnes – aves e bovinos – que, literalmente, sobraram no mercado. Por outro lado, o surto de gripe humana, equivocadamente denominada de gripe suína, fez milhares de brasileiros abandonarem o consumo da carne mais saudável do mercado”, lembra o dirigente.
CUSTOS EM QUEDA
Enori Barbieri mostra que o ano de 2009 termina com depressão nos preços praticados ao criador, mas os estoques de animais vivos estão baixos e com oferta e demanda ajustadas ao mercado. “Os preços internos ainda não reagiram porque o mercado está muito abastecido”, explica. Em contrapartida, o criador encontra custos menores, quadro que melhorará ainda mais em 2010 porque não haverá escassez de milho internamente e o farelo de soja estará com preço em queda em razão da grande oferta mundial.
A produção nacional atingiu, em 2009, mais de 3 milhões 140 mil toneladas de carne suína. Em 2010 deve crescer de 2% a 3%. Santa Catarina, que continua o maior produtor nacional de suínos, atingiu 750.000 toneladas/ano, 25% do que o país produz. “Talvez 2009 tenha nos ensinado uma lição: manter a cadeia equilibrada entre oferta e demanda, o que não ocorreu neste ano, é a melhor solução”, encerra o vice-presidente da Faesc. 

Fonte: MB COMUNICAÇÃO